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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

4ª postagem

4ª postagem

Nesta reflexão quero enfatizar as interdisciplinas de ciências e matemática, que, tanto em uma como na outra fizeram-nos pesar no simples, no olhar nas figuras, no observar.

Ciências e matemática poderiam trabalhar juntas se houvesse maior colaboração entre colegas de escola, em todos os trabalhos feitos neste curso em matemática citei atividades trabalhadas em ciências, seja relacionadas ao meio ambiente ou corpo humano.

Estou citando aqui as disciplinas de ciências e matemática, mais se os planejamentos fossem feitos em conjunto, poderíamos trabalhar com todas as disciplinas.

Desde as atividades desenvolvidas tanto em ciências quanto em matemática, valorizo mais cada trabalho, cada desenvolvimento, consigo enriquecer mais cada atividade, mostrando aos estudantes, das diversas séries/anos os detalhes de cada um, por exemplo, um trabalho de ciências em que envolve desenho, chamo a atenção deles para os detalhes, pois se aqueles detalhes estão ali é por que tem uma finalidade.

sábado, 9 de outubro de 2010

3ª postagem

3ª postagem

Nesta terceira postagem quero destacar a importância das interdisciplinas Ludicidade, Artes e Música.

Foram atividades que me fizeram refletir sobre a importância destas três formas de se avaliar e, acima de tudo, levar em consideração formas de aprendizado que despertam em nossos estudantes a vontade do aprender.

A responsabilidade de se avaliar um estudante é muito grande, para tanto devemos levar em consideração vários aspectos, aspectos esses que oportunizam ao estudante aprender de forma agradável.

Em uma sala de aula, como a maioria das salas, os estudantes tem faixas etárias distintas, além de terem vivencias diferentes.

Pensando neste aspecto, existem estudantes que gostam de escrever, outros de falar, outros ainda de desenhar, existem estudantes que gostam de cantar, tocar algum instrumento, enfim, e é atrás disso que devemos ir despertar o interesse das aulas usando o que eles mais gostam de fazer.

Meu questionamento é referente aos profissionais da educação que abandonaram os bancos acadêmicos há muito tempo, além de não se atualizarem avaliam os estudantes das formas mais tradicionais que existem.

Sou a favor da reformulação do magistério, da secretaria de educação promover uma reciclagem em seus profissionais e, dentre os cursos promovidos relatarem a importância do trabalho com música, o trabalho lúdico mesmo com adolescentes e adultos e também o trabalho com artes visuais e não deixar esta última disciplina somente para os professores de artes.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

2ª postagem

2ª postagem – setembro

Em psicologia podemos observar características bem nítidas descritas por Freud em nossos alunos.

As leituras que fizemos sobre o inconsciente, repressão, complexo de Édipo, transferência, sintoma, entre outros conseguimos entender porque de algumas atitudes tomadas por nossos estudantes.

Temos, em uma sala de aula, desde estudantes que tem seu ego totalmente desenvolvido até estudantes que agem através do id e outros ainda que trabalhem o superego.

Acredito que o id apareça na maioria das crianças, crianças essas que agem impulsionadas pela vontade de realizar ou falar o que lhes vem ao inconsciente, simplesmente pelo prazer de falar ou fazer o que quer.

Já o ego, além de serem observados na maioria dos adultos, também os adolescentes já começam a mostrar com veemência este conceito, começam a perceber sentimentos, que até então estavam guardados ou adormecidos, começam a pensar mais antes de agir ou falar, já começam a ter consciência de seus atos.

No superego, de igual modo, começa a se formar na maioria dos adolescentes, começando a se mostrar valores familiares e sociais e isso o acompanhará por toda a vida.

A partir destes conceitos conseguimos conviver melhor e entender melhor cada adolescente ou criança, pois se trata de um conhecimento, pois adquirimos em estudos, observações e escutas.

As teorias da psicanálise ajudam também a entender como ocorre aprendizado, quando um professor consegue orientar bem uma criança o aprendizado passa a ser uma conseqüência.

Um professor tem que ter em mente que a criança não chega à escola “vazia”, ela passou por experiências, por observações, por escutas, para tanto, ela já sabe algo.

1ª postagem

1ª postagem – setembro

No primeiro semestre, na interdisciplina Escola, Cultura e sociedade, lemos sobre os tipos de dominação que são a dominação legal, tradicional e carismática.

Em nosso dia-a-dia estamos em constante dominação seja ela imposta pelas regras da sociedade, pelo modelo tradicional, obedecendo a pessoas que estão hierarquicamente superiores a nos e aquela dominação que nos propomos a obedecer que é a afetiva, carismática.

Nós, enquanto educadores devemos ganhar o respeito de nossos educandos através do respeito e respeito mútuo, caso contrário não estaremos impondo respeito pelo respeito e sim pela dominação tradicional, pela autoridade.

A família tem um papel importante no processo educacional, devendo mostrar para a criança uma educação independente da classe social em que vive.

Ao estudarmos Escola, Projeto Pedagógico e Currículo observamos que o professor, enquanto professor deve tender a mudar alguns pontos de vista em relação a ele e ao mundo e isso nenhuma faculdade nos traz.

Se, ao entrarmos numa escola com perspectivas docentes tiradas em livros, a prática nos mostra a realidade de cada criança.

Para tanto, o processo de dominação muda, assim como muda nossas perspectivas.

O docente deve ser dinâmico, respeitando sempre a individualidade de cada estudante, mesmo sem condições humanas e materiais de trabalho, além de existir o fator desmotivador de alguns estudantes, devido a precariedade de vida que levam.

Algo que me despertou ao longo dos semestres é o trabalho com a realidade de cada estudante, trazer assunto que circundam o dia-a-dia dos estudantes, isso faz com que eles participem e interajam na aula, pois é assunto conhecido deles.

Por exemplo, o uso de mídias nas aulas, fazer trabalhos usando a internet, pois os adolescentes estão trocando qualquer outra atividade pelo uso do computador, o uso do celular, mp4, 5, 6, etc.

É papel da educação escolar capacitar os estudantes para a vida de forma dinâmica para que este seja capaz de interagir com o meio e com seu semelhante. Para isso a informática é uma nova e poderosa ferramenta para deixarmos de lado a forma de dominação tradicional e nos tornarmos dinâmicos usando artifícios que estimulem nossos estudantes a ler, debater, dar opiniões e dividir com o próximo seus aprendizados.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

9ª postagem

9ª postagem

Quero destacar nesta postagem, mais uma vez as aulas de artes, na semana em que trabalhei com os alimentos, eles produziram uma cesta de frutas, para tanto, cada aluno levou uma fruta distinta que tiveram que observar os detalhes desta fruta, o cheiro, a textura, a cor, o tamanho, a fim de que estas características os inspirassem a desenvolver um desenho o mais parecido possível com o natural.

Na aula seguinte, como continuação do trabalho com frutas e verduras, foi mostrado obras e explicado sobre o artista Giuseppe Arcimboldo (1527–1593), que, utilizava como inspiração para desenhar rostos humanos, frutas, verduras, bichos e diversos objetos.

Após a explicação sobre o artista, a tarefa dos estudantes era, exatamente, pegar recortes de frutas e verduras e colar sobre a sobra de um rosto, os trabalhos saíram muito bons, com este resultado e da cesta de frutas, percebe-se que a falta de coordenação motora dos estudantes é mínima, além do bom gosto e capricho ao desenvolver atividades artísticas.

É importante, segundo Barbosa, o desenvolvimento da percepção e imaginação dos alunos:

[...] Não é possível o desenvolvimento de uma cultura sem o desenvolvimento das suas formas artísticas. Não é possível uma educação intelectual, formal ou informal, de elite ou popular, sem arte, porque é impossível o desenvolvimento integral da inteligência sem o desenvolvimento do pensamente divergente, do pensamento visual e do conhecimento presentacional que caracterizam a arte. Se pretendemos uma educação não apenas intelectual, mas principalmente humanizadora, a necessidade da arte é ainda mais crucial para desenvolver a percepção e a imaginação, para captar a realidade circundante e desenvolver a capacidade criadora necessária à modificação desta realidade (Trechos extraídos de entrevista pessoal com Ana Mae Barbosa e entrevistas concedidas a Agência Repórter Social, jornalista Flávio Amaral, e Museu de Arte Contemporânea da USP).

domingo, 13 de junho de 2010

8ª postagem

8ª postagem

As aulas na sala de informática são as aulas mais aguardadas pelos estudantes, provavelmente por não possuírem um computador em casa e nunca terem tido contato com a máquina, portanto, sendo esta oportunidade única para estas pessoas.

Para as aulas no laboratório de informática, são usados sites de jogos referentes aos assuntos tratados em aula, como meio ambiente, corpo humano, alimentos e matemática.

A finalidade dos jogos é dar ênfase aos exercícios feitos em aula, além de servirem como fixação aos assuntos, conforme relata Santos (2003), “o alfabetizando adulto demonstra muito interesse em jogos e brincadeiras relacionados à sua vida, portanto, isso deve fazer parte do processo de alfabetização, uma vez que favorece sua aprendizagem”.

São jogos de memória, de formar frases, caça palavras, soma e subtração. Alguns estudantes, além de gostarem de estar ali, não gostam de determinados jogos, provavelmente pela dificuldade ou de sincronia com mouse, ou pela própria dificuldade na leitura, como a idéia não é tornar este recurso exaustivo para eles, as atividades são dadas conforme a dificuldade de cada estudante. Nesse sentido, Freire (1983, p.47) diz que: “Fazer a História é estar presente nela e não simplesmente nela estar representado [...] Quanto mais conscientemente faça a sua História, tanto mais o povo perceberá, com

lucidez, as dificuldades que têm a enfrentar, no domínio econômico, social e cultural, no processo permanente da sua libertação.”

Além dos jogos, também tivemos um momento para que cada estudante digitasse sua receita para a montagem de um livro de receitas da turma, pois, como afirma Almeida (2003, pp. 7,8):

“O mundo mudou. O conceito de alfabetização mudou. A leitura deste mundo não pode ser feita com os mesmos instrumentos e códigos com que se faziam as leituras dos mundos passados. [...] Paulo Freire dizia que ler é tomar consciência. A leitura é antes de tudo uma interpretação do mundo em que se vive. Mas não só ler permite a interpretação. É necessário também representá-lo pela linguagem escrita. Falar sobre ele, interpretá-lo: escrevê-lo. Ler e escrever, dentro desta perspectiva, é também libertar-se. Leitura e escrita como prática de liberdade.”

7ª postagem

7ª postagem

Nas aulas de educação física, cada estudante, dentro das suas possibilidades, participam, tentando realizar todas as ações estipuladas pela professora que está coordenando as aulas.

Os estudantes entendem que, além de um momento de descontração, as aulas têm finalidades construtivas e, na maioria das aulas a solicitação é a mesma, que tenhamos mais momentos de atividades físicas.

As atividades são as mais distintas, desde jogos com bola, atividades individuais e em grupo, jogos de concentração, de percepção e memória, afim de que cada um tenha noções do respeito às regras, respeito ao próximo e estimulação motora. Segundo Martins (2001, p. 01):

“... em nosso cotidiano utilizamos várias formas de jogo: o dos sentidos, em que a curiosidade nos leva ao conhecimento; os jogos corporais expressos na dança, nas cerimônias e rituais de certos povos; o jogo das cores e dos sons, presente na arte dos imortais; o jogo do olhar. Enfim, ele está aí, fazendo arte de nossas vidas. A intensidade do poder do jogo é tão grande que nenhuma ciência conseguiu explicar a fascinação que ele exerce sobre as pessoas.”

Para este grupo acompanhado por mim, percebe-se uma dedicação muito grande a fim de realizarem as atividades de forma satisfatória, mesmo que o resultado final não seja positivo, além da ajuda mútua existente entre os participantes, o espírito esportivo e solidário para que outro participante que não seja tão empenhado ou com habilidade para tal atividade, possa chegar ao fim da tarefa proposta.